Páginas

Mostrando postagens com marcador Revista Exame. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revista Exame. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de março de 2014

Suzano será a terceira do mundo em celulose

A empresa sairá da oitava posição quando sua fábrica de celulose em Imperatriz, no Maranhão, começar a operar em dezembro

André Magnabosco | Exame.com | 21 de Março de 2014



























São Paulo - A Suzano Papel e Celulose inaugurou oficialmente na quinta-feira, 20, sua fábrica de celulose construída no município de Imperatriz, no interior do Maranhão. O projeto, avaliado em aproximadamente R$ 6 bilhões e em operação desde o dia 30 de dezembro, é considerado o pilar de um novo momento da companhia.

Com a nova fábrica, a empresa controlada pela família Feffer se tornará a terceira maior fabricante de celulose do mundo. Hoje ela ocupa a oitava posição do ranking liderado pela também brasileira Fibria.

Como também produz papéis, ao contrário da concorrente nacional, a Suzano pode fechar o ano como a maior indústria brasileira do setor, com receita estimada em aproximadamente R$ 8 bilhões em 2014, desbancando a Fibria.

A nova fábrica da Suzano produzirá 1,5 milhão de toneladas anuais de celulose de eucalipto, o que eleva a capacidade de produção de celulose de mercado, vendida a terceiros, para 3,4 milhões de toneladas.

Embora a nova fábrica traga números expressivos de capacidade adicional e potencial de faturamento - a receita anual da unidade Imperatriz pode superar R$ 2 bilhões -, o presidente da empresa, Walter Schalka, deixa claro que a prioridade da Suzano não é se tornar maior, mas sim mais rentável.

“Quando vemos que o produtor de menor custo (Brasil) tem pouca rentabilidade, alguma coisa está errada com o preço”, afirmou Schalka, após comparar a evolução da celulose na última década com outras commodities, caso da soja, cobre ou minério de ferro. “Estamos exportando capital”, complementou.
A rentabilidade do setor tem sido afetada justamente pela construção de novas fábricas na América do Sul, sobretudo no Brasil. Ainda neste ano entra em operação uma unidade em construção no Uruguai por uma joint venture formada pela chilena Arauco e pela sueco-finlandesa Stora Enso.
Em um prazo de até dois anos, outras duas empresas inauguram fábricas, desta vez no Brasil: a CMPC Celulose Riograndense, em 2015, e a Klabin, no início de 2016.
Juntas, as quatro fábricas produzirão quase 5,5 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta, o equivalente a 18% da atual demanda mundial pelo insumo, um mercado de aproximadamente 30 milhões de toneladas anuais.
O excesso de capacidade reflete-se na cotação da celulose neste início de 2014. Se a princípio as grandes fabricantes almejavam reajustar em US$ 20 por tonelada o preço de referência no mercado internacional a partir de janeiro, na prática essas empresas têm se deparado com uma queda de quase US$ 10 por tonelada na China (1,7% do valor) e de US$ 5 por tonelada na Europa (0,6%).
“Vemos o mercado já antecipando a entrada das novas produções”, analisa o vice-presidente da consultoria Pöyry, Carlos Farinha e Silva. “Mas não é fácil estabelecer qual será o impacto nos preços.”
Uma tese defendida por Schalka, e que ecoa na concorrente Fibria, é a necessidade de consolidação da indústria. Líder mundial, a Fibria responde por menos de 10% da produção global de celulose de mercado.

O presidente da Fibria, Marcelo Castelli, já afirmou que a companhia está atenta a oportunidades de fusões e aquisições no setor. “Não vamos deixar de preferir a consolidação, que em nossa visão agrega mais valor a nossa companhia”, disse Castelli em meados do ano passado.
A Suzano, por outro lado, ainda não está preparada para tal movimento. Com uma relação entre dívida líquida e Ebitda de mais de 5 vezes, contraída principalmente devido ao investimento na construção da fábrica maranhense, a companhia precisa reduzir a alavancagem para só então participar de grandes operações.

“A Suzano hoje não possui robustez para fazer um processo relevante (de compra ou fusão)”, disse Schalka. “Mas a posição da Suzano é de uma empresa que pretende continuar a crescer no setor e queremos estar prontos para esse movimento.”

A maturação da nova fábrica deve ajudar a empresa a alcançar a “robustez” desejada. Analistas do BTG Pactual e do Goldman Sachs projetam que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Suzano alcançará aproximadamente R$ 2,7 bilhões em 2014, um salto de quase 50% em relação à marca de R$ 1,8 bilhão de 2013. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Prédio residencial terá maior jardim vertical do Sul da Ásia

Cobertura vegetal vai se espalhar pelos 46 andares do prédio, que acomodará 164 apartamentos, no Sri Lanka; jardim traz benefícios que vão da estética ao clima

Júlia Martinez Tfauni | Exame.com | 13 de Fevereiro de 2014

Clearpoint Tower: megaconstrução no Sri Lanka está prevista para terminar no final de 2015


























São Paulo – Reciclagem de água, painéis para captação de energia solar e plantas que isolam o calor e o barulho são alguns dos atrativos do Clearpoint Tower, o prédio residencial que terá o maior jardim vertical do Sul do Ásia e um dos mais altos do mundo.

Localizado a dez quilômetros da cidade de Colombo, no Sri Lanka, a construção está prevista para terminar no final de 2015. O projeto está sendo realizado pelo escritório Milroy Perera Associates.

Jardins serão espalhados pelos 46 andares do prédio, que acomodará 164 apartamentos, de dois a cinco quartos. Os jardins não terão somente função estética, servirão também como isoladores acústicos e térmicos.

E ainda combaterão a poluição. Localizados nas varandas dos apartamentos, eles atuarão como um filtro natural de ar.

Utilizando o sol de forma positiva

As janelas foram projetadas para não receber luz direta do sol, o que ajudará no resfriamento dos apartamentos e facilitará a ventilação natural dos ambientes. Com isso, os arquitetos acreditam que o uso de ar condicionado será menor, diminuindo o gasto de energia.

Painéis de captação solar serão instalados na laje do prédio, gerando energia que abastecerá as áreas comuns, elevadores e o sistema de reciclagem de água.

Sistema este que reutilizará água da chuva, dos chuveiros e pias. A água coletada dos banheiros passará por um sistema de reciclagem, para depois ser misturada à água da chuva e abastecer o sistema de irrigação por gotejamento dos jardins e as descargas dos apartamentos.

Hoje, o prédio residencial que está na frente na disputa pelo jardim vertical mais alto do mundo é o One Central Plaza, que está sendo erguido em Sydney, na Austrália. Projetada pelo renomado paisagista francês Patrick Blanc, a cobertura vegetal preencherá os 166 metros de altura do edifício.

A Odebrecht vai perder tudo o que investiu em etanol?

O grupo Odebrecht investiu 10 bilhões de reais em etanol. Hoje só tem dívidas e prejuízos. Discretamente, negocia agora uma solução radical para o problema
Thiago Bronzatto | Exame.com | 17 de Fevereiro de 2014

Usina da Odebrecht Agroindustrial: 50% da capacidade













São Paulo - Ninguém está fazendo tantos negócios no Brasil de hoje quanto o conglomerado baiano Odebrecht. O fôlego do grupo tem sido impressionante. Somente nos últimos três meses, arrematou três concessões com investimentos previstos de quase 24 bilhões de reais em aeroporto, rodovia e sistema de transporte urbano.
Hoje, a Odebrecht tem 14 empresas e fatura cerca de 100 bilhões de reais por ano. Tudo parece muito bem, mas, por trás dessa voracidade toda, se esconde um problemão — a investida do grupo no setor de etanol. Criada em 2007 com o nome ETH Bioenergia, a Odebrecht Agroindustrial já consumiu cerca de 10 bilhões de reais na construção e na expansão de usinas de etanol pelo país.
O plano era assumir a liderança de um mercado promissor e abrir o capital em 2012. Para isso, comprou em 2010 a quebrada Brenco, usina modernosa criada por gente como o magnata das comunicações Steve Case, o investidor indiano Vinod Khosla e o empresário brasileiro Ricardo Semler. Passados sete anos, porém, a empresa se transformou numa gangrena que pode repercutir no conglomerado inteiro.
Tudo deu errado com a Odebrecht Agroindustrial. A empresa sofre dos males que afligem todo o setor de etanol (o maior deles é a concorrência desleal com o preço da gasolina, mantido artificialmente baixo pelo governo). Mas sofre também por ter muita dívida. Na última safra, a empresa teve um prejuízo de 1,2 bilhão de reais, o maior de sua história.
Nas últimas três safras, a dívida da companhia dobrou de tamanho, para 10 bilhões de reais, o que representa 22 vezes sua geração de caixa. A média do setor é três vezes, segundo o banco Itaú BBA. Suas usinas operam atualmente com apenas 50% da capacidade.
O resultado de 2013 acendeu a luz vermelha na Odebrecht. As despesas com pagamento de juros cresceram. Mesmo respondendo por apenas 2,5% da receita do grupo, a empresa é responsável por 16% do endividamento total da Odebrecht. Embora ninguém fale abertamente sobre o assunto, uma crise de insolvência no braço de etanol poderia colocar em risco a reputação de todo o grupo.
“Essa área é minha maior preo­cupação”, diz Marcelo Odebrecht, presidente do conglomerado, cuja dívida total dobrou de 2011 a 2012, atingindo 62 bilhões de reais (o número de 2013 ainda não foi divulgado).
Discretamente, a Odebrecht começou a colocar em operação um plano para resolver o problema de forma radical. Ameaça cortar, se o setor não melhorar, os 3 bilhões de reais em investimentos previstos para os próximos três anos.
No fim de 2013, o grupo transferiu algumas usinas e parte da dívida da ­Odebrecht Agroindustrial para outra empresa do conglomerado, a Odebrecht Energias Renováveis, que investe em geração de energia eólica e solar.
A operação ocorreu apenas no papel, já que a Odebrecht Agroindustrial continuará operando as usinas, e quase 4 bilhões de reais do endividamento total serão migrados ao longo dos próximos três anos. O objetivo é claro — diluir o risco de insolvência da empresa. Ao mesmo tempo, o grupo propôs um aumento de capital para a Odebrecht Agroindustrial que pode chegar a 2 bilhões de reais.
Com o aporte, conseguiria transformar a dívida em algo mais razoável e captar mais recursos. O problema é que a Odebrecht tem sócios minoritários no negócio — as gestoras de recursos Tarpon e Ashmore.
Eles não gostaram nada da ideia de acompanhar uma capitalização que, para eles, tem como objetivo final aliviar a situação do grupo Odebrecht. Segundo EXAME apurou, os dois acionistas não devem participar da operação e, portanto, terão sua participação diluída. Não que eles esperassem ter retornos fantásticos para seus investimentos.
Em dezembro, a Ashmore, dona de 13% das ações, fez uma provisão de perdas equivalente a 90% de seu aporte. Já a Tarpon, que tem 2,5% da Odebrecht Agroindustrial, dá de ombros para a operação. Há mais de um ano, reconheceu a perda quase total de seu investimento na companhia, que correspondia a 0,5% do total de recursos sob sua gestão.
Desde 2011, os sócios da Tarpon não se envolvem mais com a empresa. Procuradas, Tarpon e Ashmore não comentaram. Se ninguém embarcar na capitalização, a conta vai sobrar toda para a Odebrecht.
A esperança, claro, é que o velho e bom BNDES, sócio da empresa com 14% das ações, ajude. Procurado, o BNDES disse que ainda não tem um posicionamento sobre o tema. Com a capitalização e quase metade da dívida transferida para outra empresa do grupo, a Odebrecht teria um pouco mais de tempo para resolver o problema de sua aventura no etanol


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Preços de imóveis ficarão estáveis em 2014, diz Secovi-SP

Presidente do sindicato das empresas do ramo de habitação do estado de São Paulo acredita que mercado imobiliário paulista deve crescer pouco em 2014

Priscila Yasbek | Exame.com | 11 de Fevereiro de 2014

Prédios em São Paulo: preços de imóveis novos só serão elevados se houver fenômenos atípicos

























São Paulo - Apesar do crescimento de 23,6% nas vendas de imóveis residenciais novos em 2013 - com 33.319 unidades vendidas, contra 26.958 unidades vendidas em 2012 - o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, acredita que 2014 verá uma estabilização no mercado imobiliário.

"Não achamos que o mercado tenha muito espaço pra crescer, e se crescer, vai crescer pouco", afirma Bernardes.

Para ele, os preços dos imóveis novos devem ficar estáveis em 2014, em termos reais (descontada a inflação), a não ser que haja distorções, como o aumento de participação dos imóveis de um quarto que ocorreu em 2013 na cidade de São Paulo, elevando o preço médio do metro quadrado.

Segundo Bernardes, eventos como Copa do Mundo e eleições desviam a atenção das pessoas da compra de imóveis, e particularmente as eleições as deixam mais inseguras em relação ao rumo da economia. O desemprego baixo, acrescenta ele, é que ainda pesa positivamente para o mercado imobiliário.

Imóveis de um quarto elevaram preço do metro quadrado

De acordo com o Balanço do Mercado Imobiliário 2013 do Secovi-SP, divulgado nesta terça-feira, o preço médio do metro quadrado na capital passou de 7.200 reais em 2012 para 8.700 reais em 2013.

Mas de acordo com Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, essa elevação se deve principalmente ao aumento da participação dos apartamentos de um dormitório nas vendas. "Os imóveis compactos têm metro quadrado mais caro que os demais e acabam puxando o aumento dos preços", diz.

O segmento de um dormitório foi o grande destaque do ano, com 8.931 unidades vendidas, um crescimento de 99,7% em relação a 2012, quando foram comercializadas 4.202 unidades.

Com o crescimento, o segmento de um dormitório ampliou sua participação nas vendas de imóveis novos, passando de 15,6% para 25,2% de 2012 para 2013.

Crescimento acima do esperado em 2013

Ainda segundo Petrucci, o crescimento do mercado imobiliário em 2013 já foi acima do esperado. "O mercado imobiliário se descolou do mercado em geral. Mesmo com a economia indo muito mal, os fundamentos para que o mercado imobiliário continuasse crescendo continuaram fortes", diz.

Segundo ele, entre esses fundamentos destacam-se o crescimento da população economicamente ativa, a mudança nos arranjos familiares, com mais jovens saindo de casa e mais pessoas morando sozinhas, o aumento da renda, o baixo nível de desemprego e o baixo custo do crédito imobiliário.

"Hoje, o custo médio do financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança é de 9% ou 10% ao ano, enquanto que o cartão de crédtio rotativo tem juros médios de quase 200% ao ano, assim como credito pessoal", afirma Petrucci.


Conselho quer separar grupo Gafisa e listar Tenda

Plano que prevê que Gafisa e Tenda sejam listadas em separado na bolsa, reforçando a geração de valor para a incorporadora
Exame.com | 07 de Fevereiro de 2014












São Paulo - O Conselho de Administração da Gafisa autorizou estudos para potencial separação dos negócios Tenda, voltado à baixa renda, e Gafisa, que atua na média-alta renda, dentro de uma estratégia para que ambas sejam listadas em separado na bolsa. O anúncio levava as ações da incorporadora a saltarem cerca de 6 por cento nesta sexta-feira.
Os planos dão prosseguimento à reestruturação da companhia iniciada no fim de 2011, na sequência da venda de 70 por cento da divisão de loteamentos urbanos de alto padrão Alphaville para os fundos Pátria e Blackstone em junho, numa operação concebida para diminuir o endividamento do grupo Gafisa.
Às 11h13, os papéis da companhia lideravam os ganhos do Ibovespa com alta de 5,98 por cento, a 3,19 reais, diante de variação positiva de 0,77 por cento do índice.
Para o presidente da Gafisa, Duilio Calciolari, a investida representa uma "evolução natural" diante da falta de similaridade entre os dois negócios.
"A sinergia entre Tenda e Gafisa é quase nada, é muito baixa, com rede de fornecedores diferente", afirmou em entrevista à Reuters. "A gente acredita do ponto de vista do investidor que hoje ele não tem opção de comprar só Gafisa ou só Tenda. Esse é um processo que vai ser iniciado agora."
Esqueleto no armário
A ideia de separar os negócios também marca uma mudança na aposta da companhia em projetos residenciais mais baratos, calcada na expansão da classe média e expansão do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida.
Comprada em 2008 depois de sofrer expressiva desvalorização na bolsa, a Tenda acabou revelando-se um esqueleto no armário da Gafisa após sucessivas revisões nos custos dos empreendimentos e cancelamento de contratos de clientes sem condições de honrar os financiamentos.
Após admitir que a companhia não havia avaliado a extensão dos problemas operacionais e gerenciais da Tenda, a Gafisa resolveu reduzir drasticamente os riscos no segmento.
Os lançamentos da divisão, que somaram 1,6 bilhão de reais em 2010, foram cortados a zero em 2012 e retomados com apetite moderado no ano passado, quando foram equivalentes a menos de um terço dos lançamentos do segmento Gafisa.
"Estamos reescrevendo a história de Tenda, virando a página do passado", disse Calciolari, completando que a consequência final da separação, caso ela de fato aconteça, será que cada acionista de Gafisa possua também uma ação de Tenda.
Destravar valor?
Para o BTG Pactual, a possibilidade de investir em cada empresa individualmente deve ser enxergada de forma positiva pelos investidores, especialmente em um momento em que a empresa vai retomar a alocação de capital na Tenda.
"Acreditamos que o movimento pode até mesmo destravar valor, já que o mercado parece estar subavaliando a combinação dos dois negócios", disse o banco, em relatório assinado por Marcello Milman. O analista fez ressalva de que o aumento dos custos administrativos poderá ter um peso desproporcional sobre o lucro da Tenda, que está nos estágios iniciais do aumento de lançamentos.
Classificando o anúncio de surpreendente, o time de analistas do Itaú BBA lembrou que muitas implicações do eventual desmembramento seguem desconhecidas, como a definição de uma estrutura de capital para cada uma das unidades.
"Apenas o tempo dirá se os potenciais benefícios de ter as duas empresas separadas vão superar os benefícios de tê-las sob o mesmo guarda-chuva", escreveu o analista do BBA David Lawant.
"Mas nosso primeiro olhar para as ações da Gafisa é positivo no longo prazo, principalmente porque isso permitirá que os investidores decidam suas alocações de capital entre Gafisa e Tenda", disse.
Mudanças de gestão
No fato relevante desta sexta-feira, a Gafisa informou que o Conselho aprovou a divisão das estruturas administrativas como primeiro passo para facilitar os estudos de separação. Esta fase deverá durar 90 dias, após os quais Duilio deixará o cargo, se colocando à disposição do Conselho de Administração.
Avaliando que esse tempo será suficiente para a companhia entender e distribuir as atividades administrativas entre as empresas, ele afirmou que os trabalhos deverão se estender por outros meses, sendo encerrados ainda este ano.
Se a proposta for aprovada pelo Conselho e pelos acionistas em assembleia geral, a expectativa é que a separação dos dois negócios seja concluída em 2015, com solicitação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que as ações da Tenda sejam negociadas em bolsa com listagem no Novo Mercado.
Sandro Gamba, atual diretor-executivo de Gafisa, será o presidente-executivo de Gafisa, e Rodrigo Osmo, diretor-executivo de Tenda, será presidente da Tenda. André Bergstein continuará no posto de vice-presidente financeiro da Gafisa.
A companhia conta com assessoria financeira do banco Rothschild no processo.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Produção de açúcar e etanol do Centro-Sul supera estimativas

Com a safra 13/14 praticamente encerrada, o volume moído representa um crescimento de 11,82% ante o observado no mesmo período da safra 2012/13, segundo a Unica
Exame.com | 14 de Janeiro de 2014
São Paulo - A moagem de cana em 2013/14 do centro-sul do Brasil atingiu um recorde de 594,1 milhões de toneladas no acumulado até 1º de janeiro, superando estimativas para a temporada, informou nesta terça-feira a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que apontou também uma produção de açúcar e etanol acima do esperado.
Com a safra 13/14 praticamente encerrada, o volume moído representa um crescimento de 11,82 por cento ante o observado no mesmo período da safra 2012/2013, segundo a Unica.
A moagem de cana 13/14 na região que responde por 90 por cento da produção no maior produtor global de açúcar havia sido estimada pela Unica em 589,7 milhões de toneladas em meados de dezembro.
A produção de açúcar acumulada na safra somou 34,27 milhões de toneladas, ligeiro crescimento de 0,58 por cento ante a safra anterior, contra uma projeção de 34,1 milhões de toneladas para a safra em dezembro.
O volume produzido de etanol foi de 25,37 bilhões de litros no acumulado do início da safra até o final de dezembro, aumento de 19,20 por cento sobre igual período de 2012. Em dezembro, a Unica havia estimado uma produção de 25,1 bilhões a 25,2 bilhões de litros.
A Unica não informou em relatório o motivo de a produção ter superado as expectativas.
O diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, disse na nota que "poucas unidades permanecerão em atividade nas próximas quinzenas, com produção marginal".

Nos últimos 15 dias de dezembro, 115 usinas registraram moagem, contra 70 computadas na mesma quinzena do ano anterior. Apenas doze devem continuar em operação em janeiro.

Vendas de imóveis novos em SP crescem 28,6% em novembro

Exame.com | 10 de Janeiro de 2014
Imóveis na região do Jardins, São Paulo: a comercialização de imóveis em novembro passado alcançou
2,02 bilhões de reais














As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo subiram 28,6 por cento em novembro em relação a outubro e atingiram 2.777 unidades, informou nesta sexta-feira o sindicato que representa o setor, Secovi-SP.
O sindicato não forneceu a base de comparação com novembro de 2012. Pelo divulgado em janeiro de 2013, as vendas na ocasião tinham sido de 2.601 unidades.
As vendas de imóveis de três dormitórios responderam por 37,6 por cento do volume de vendas e atingiram 1.044 unidades, em novembro, disse o Secovi.
A comercialização de imóveis em novembro passado alcançou 2,02 bilhões de reais, resultado 79,8 por cento maior que o do mês anterior.
Já no acumulado do ano até novembro, as vendas cresceram 27,1 por cento em relação a 2012, em um total de 30.528 unidades, disse o Secovi. O volume de vendas atingiu 17,8 bilhões de reais, alta de 37,4 por cento sobre 2012.
Considerando a região metropolitana de São Paulo, as vendas em novembro atingiram 6.375 imóveis em novembro, um crescimento de 38,1 por cento sobre outubro. No acumulado do ano, as vendas na região cresceram 20,9 por cento, para 52.402 unidades.
LANÇAMENTOS Em novembro, foram lançadas 4.997 unidades residenciais novas em novembro de 2013, crescimento de 69,2 por cento sobre outubro, informou o Secovi, com base nos dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).
"Esse foi o melhor resultado em termos de volume de lançamentos registrado desde dezembro de 2011, mês em que foi ofertado o volume recorde de 7.240 unidades novas", disse o Secovi-SP, em nota.
De janeiro a novembro de 2013, foram lançados 29.175 imóveis residenciais, elevação de 19,7 por cento frente às 24.381 unidades ofertadas no mesmo período de 2012.

A entidade espera fechar 2013 com 33 mil novas unidades lançadas, e chegar a um volume de vendas entre 34 mil e 35 mil unidades no período.