Presidente do sindicato das empresas do ramo de
habitação do estado de São Paulo acredita que mercado imobiliário paulista deve
crescer pouco em 2014
Priscila
Yasbek | Exame.com | 11 de Fevereiro de 2014
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| Prédios em São Paulo: preços de imóveis novos só serão elevados se houver fenômenos atípicos |
São Paulo - Apesar do crescimento de 23,6% nas
vendas de imóveis residenciais
novos em 2013 - com 33.319 unidades vendidas, contra 26.958 unidades vendidas
em 2012 - o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, acredita que 2014 verá
uma estabilização no mercado
imobiliário.
"Não achamos que o mercado
tenha muito espaço pra crescer, e se crescer, vai crescer pouco", afirma
Bernardes.
Para ele, os preços dos imóveis novos devem ficar
estáveis em 2014, em termos reais (descontada a inflação), a não ser que haja
distorções, como o aumento de participação dos imóveis de um quarto que ocorreu
em 2013 na cidade de São Paulo, elevando o preço médio do metro quadrado.
Segundo Bernardes, eventos como Copa do Mundo e
eleições desviam a atenção das pessoas da compra de imóveis, e particularmente
as eleições as deixam mais inseguras em relação ao rumo da economia. O
desemprego baixo, acrescenta ele, é que ainda pesa positivamente para o mercado
imobiliário.
Imóveis de um quarto elevaram preço do metro
quadrado
De acordo com o Balanço do Mercado Imobiliário 2013 do Secovi-SP,
divulgado nesta terça-feira, o preço médio do metro quadrado na capital passou
de 7.200 reais em 2012 para 8.700 reais em 2013.
Mas de acordo com Celso Petrucci, economista-chefe
do Secovi-SP, essa elevação se deve principalmente ao aumento da participação
dos apartamentos de um
dormitório nas vendas. "Os imóveis compactos têm metro quadrado mais caro
que os demais e acabam puxando o aumento dos preços", diz.
O segmento de um dormitório foi o grande destaque
do ano, com 8.931 unidades vendidas, um crescimento de 99,7% em relação a 2012,
quando foram comercializadas 4.202 unidades.
Com o crescimento, o segmento de um dormitório
ampliou sua participação nas vendas de imóveis novos, passando de 15,6% para
25,2% de 2012 para 2013.
Crescimento acima do esperado em 2013
Ainda segundo Petrucci, o crescimento do mercado
imobiliário em 2013 já foi acima do esperado. "O mercado imobiliário se
descolou do mercado em geral. Mesmo com a economia indo muito mal, os
fundamentos para que o mercado imobiliário continuasse crescendo continuaram
fortes", diz.
Segundo ele, entre esses fundamentos destacam-se o
crescimento da população economicamente ativa, a mudança nos arranjos
familiares, com mais jovens saindo de casa e mais pessoas morando sozinhas, o
aumento da renda, o baixo nível de desemprego e o baixo custo do crédito
imobiliário.
"Hoje, o custo médio do financiamento
imobiliário com recursos da caderneta de poupança é de 9% ou 10% ao ano,
enquanto que o cartão de crédtio rotativo tem juros médios de quase 200% ao
ano, assim como credito pessoal", afirma Petrucci.
