Folha
de São Paulo | 30 de Janeiro de 2014
A
construtora capixaba Lorenge entrará no mercado do Rio de Janeiro neste ano com
dois empreendimentos –em Macaé e em Campos dos Goytacazes– que demandarão cerca
de R$ 385 milhões.
A empresa atua hoje em sete cidades do Espírito
Santo. "O Estado é pequeno. Até temos como continuar crescendo nele, mas
em um ritmo menor do que desejamos", diz o presidente da companhia, José
Élcio Lorenzon.
"Decidimos trabalhar outro mercado justamente
porque precisamos expandir o negócio, e o Rio tem uma cultura mais próxima da
nossa."
A Bacia de Campos e os negócios petrolíferos da
região também atraíram a empresa.
A
construtora passará a destinar a maior parte de seus projetos para as classes
A e B. Nos últimos anos, ela focou no segmento econômico.
"As
classes altas são menos influenciadas pelos movimentos econômicos", diz.
"Quando
você assina um contrato com um consumidor de renda mais baixa, é comum que,
depois de 30 meses, ele não consiga concluir o financiamento." Em 2013,
15% dos clientes da empresa desistiram de negócios que já haviam sido
fechados.
O
projeto que será lançado em Campos será um condomínio residencial de alto
padrão, no qual serão investidos cerca de R$ 70 milhões.
Em
Macaé, serão R$ 315 milhões em um empreendimento com dois hotéis, dois
prédios comerciais, quatro torres residenciais e um shopping com 60 lojas.
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