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terça-feira, 16 de julho de 2013

Por dentro do Centro de Distribuição da Avon, em Cabreúva

Investimento de valor: prédio verde da Avon custou 150 milhões de dólares, mas rende uma economia de energia de 32,4%
 
Bárbara Ladeia | Revista Exame | 04 de julho de 2013
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fachada do Centro de Distribuição da Avon em Cabreúva
 
São Paulo – Com responsabilidade de entregar 70% de todos os pedidos de cosméticos feitos no país, o maior centro de distribuição da Avon em todo o mundo fica aqui no Brasil – mais precisamente em Cabreúva (SP). Essa unidade é uma das construções que consolida a campanha global de sustentabilidade da empresa, chamada “Viva o amanhã mais verde”.

Inaugurado em 2010, o Centro de Distribuição da Avon em Cabreúva custou 150 milhões de dólares para a empresa. A unidade ocupa 267 900 m² – sendo apenas 82 000 m² construídos. O restante é área verde.

Atualmente a unidade entrega 70% de todo o volume de pedidos feito no Brasil. Em 2011, a unidade foi condecorada com a categoria Gold do certificado internacional de gestão de sustentabilidade Leadership in Energy and Environmental Design (Leed).

O foco, segundo Waltencyr Peixoto, gerente regional de segurança, saúde e meio ambiente da Avon para a América Latina, esteve na redução do consumo de energia. “Você parte de um projeto de engenharia básico e, a partir desse conteúdo, parte para substituições e correções que promovam a redução do consumo de energia”, diz.

Para chegar à categoria Gold, a Avon precisaria apresentar um projeto com redução de, no mínimo, 14,5% de energia em comparação ao projeto inicial. Peixoto chegou a 32,8%. “Tivemos de fazer vários investimentos em vidro, para favorecer a iluminação natural, ampliação do pé direto para favorecer a climatização interna e até redução das perdas de energia por dispersão”, afirma o gerente regional.

Preço

Ter um centro de distribuição verde, naturalmente, aumenta os gastos da empresa. Peixoto afirma que o projeto sustentável custa, em média, 4% mais para a empresa. “A medida que as empresas passaram a se atentar para o tema, os preços começaram a ficar mais interessantes.”