O grande número de empreendimentos construídos na década de 90 --superior a demanda-- e os altos custos de operação deles fizeram com que esse modelo de projeto fosse abandonado.
"Mas há um 'gap' hoje. Pessoas que precisam ficar em um local por períodos longos ou optam por um hotel, o que é caro, ou por um apartamento sem mobília e estrutura", diz o CEO da empresa, Alexandre Lafer Frankel.
A companhia fará um aporte de R$ 320 milhões em cinco prédios de flats que serão lançados neste semestre.
Os primeiros dois a serem concluídos serão administrados parcialmente pela incorporadora. Cerca de 60% serão comercializados da forma tradicional.
"Preferimos fazer os flats de forma gradual. Mas, nos próximos, 100% dos apartamentos serão nossos."
Para que o projeto vingue, o custo operacional será enxuto, segundo Frankel. Serviços como o de camareiras serão cobrado a parte. Os apartamentos também serão pequenos, com cerca de 21 m2. Isso permitirá que cada edifício tenha 150 apartamentos.
A incorporadora faturou R$ 485 milhões no ano passado. O objetivo é atingir R$ 850 milhões neste ano.
"É uma meta agressiva, mas temos estoque de terrenos. No ano passado, precisamos postergar os lançamentos de alguns projetos."