A Brookfield Incorporações está na expectativa de cumprir sua meta de lançar de R$ 4 bilhões a R$ 4,2 bilhões em 2011, mesmo que, para isso, sejam necessários quase R$ 2 bilhões em novos projetos no quarto trimestre. Até o terceiro trimestre, os lançamentos da companhia somaram R$ 2,125 bilhões, o correspondente a 52% do guidance para o ano.
Há R$ 2,5 bilhões em projetos programados para serem lançados no quarto trimestre, conforme o presidente da Brookfield, Nicholas Reade. Desse total, R$ 1,5 bilhão refere-se a projetos já aprovados, mas ainda sem registro de imóveis, ou com previsão de aprovação próxima.
"Achamos que vamos chegar ao ponto mínimo da meta. Mas, em termos de fluxo de caixa, não faz diferença se lançamos em dezembro ou janeiro", diz Reade. Sazonalmente, o quarto trimestre é o mais forte em lançamentos do setor, mas a concentração se acentuou ainda mais devido à demora nas aprovações de projetos, de acordo com o executivo.
Nesse fim de semana, a companhia fez seu primeiro lançamento do trimestre, um empreendimento comercial de saletas, no Rio de Janeiro, com Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 49 milhões. No momento, existem também seis projetos em processo de pré-venda - três residenciais e três comerciais.
No mercado, comenta-se que as incorporadoras poderão ser mais cautelosas para lançar produtos neste fim de ano, em função da desaceleração do crescimento da economia. Mas, segundo o presidente da Brookfield, a companhia não tem sentido retração de demanda. "As vendas estão muito fortes", afirma. Até sexta-feira, das 18 unidades do L'Ecran, lançado no Rio em setembro pela companhia, sete foram vendidas e três estavam reservadas. O preço médio dessas unidades é de R$ 3 milhões.
A Brookfield não tem em vista captações por meio de oferta de ações nem de debêntures. Na sexta-feira, a companhia assinou securitização de R$ 150 milhões com o BTG Pactual, por meio de operação de certificado de recebíveis imobiliários (CRIs). Desse total, R$ 50 milhões têm lastro em unidades prontas e R$ 100 milhões em imóveis em construção. Os recursos entrarão no caixa da empresa em dezembro e serão usados como capital de giro. A Brookfield já havia securitizado R$ 300 milhões este ano.
Fonte: O valor