Perfil de crescimento foi generalizado, segundo o IBGE; no ano, produção industrial acumula alta de 1,6% até outubro
Daniela Amorim | Jornal O Estado de São Paulo | 04 de Dezembro de 2013
RIO
- A produção industrial aumentou 0,6% em outubro ante setembro, na série com
ajuste sazonal, divulgou nesta quarta-feira, 4, o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, o perfil foi de alta
generalizada em diversos setores da indústria, já que as taxas positivas
alcançaram 21 dos 27 ramos industriais pesquisados.
O resultado de outubro veio no teto das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimaram variação de queda de 1% a alta de 0,60%, com mediana de zero. Na comparação com outubro de 2012, a produção subiu 0,9%. Nesta comparação, as estimativas foram de uma queda de 0,90% a uma alta de 1,10%, com mediana positiva de 0,30%.
Em 2013, a produção da indústria acumula alta de 1,6% até outubro. E, em 12 meses, a alta é de 1,0%.
O resultado de outubro veio no teto das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimaram variação de queda de 1% a alta de 0,60%, com mediana de zero. Na comparação com outubro de 2012, a produção subiu 0,9%. Nesta comparação, as estimativas foram de uma queda de 0,90% a uma alta de 1,10%, com mediana positiva de 0,30%.
Em 2013, a produção da indústria acumula alta de 1,6% até outubro. E, em 12 meses, a alta é de 1,0%.
A terceira alta consecutiva na
produção industrial ainda não foi suficiente para compensar a queda registrada
nos três meses anteriores, informou o IBGE. De agosto a outubro, a indústria
acumulou uma expansão de 1,3%. No entanto, de maio a julho, a perda acumulada
foi de 2,3%, calculou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do
IBGE.
"Mesmo com essa melhora clara no ritmo de produção industrial nos últimos três meses, o resultado ainda é insuficiente para suplantar a perda de maio a julho. Então tem ainda saldo negativo a ser recuperado", afirmou Macedo. "É claro que tem melhora, especialmente se comparado ao período anterior, mas ainda assim é um crescimento bastante moderado", acrescentou.
Setores. As principais influências positivas para o total nacional foram registradas por edição, impressão e reprodução de gravações, que teve aumento de 13,1% na produção; máquinas e equipamentos, com avanço de 2,7%; refino de petróleo e produção de álcool, com alta de 2,2%; e indústrias extrativas, com crescimento de 2,0%.
Também tiveram destaque as contribuições de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (5,6%); produtos de metal (2,8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,4%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (5,2%); e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (3,4%).
"Mesmo com essa melhora clara no ritmo de produção industrial nos últimos três meses, o resultado ainda é insuficiente para suplantar a perda de maio a julho. Então tem ainda saldo negativo a ser recuperado", afirmou Macedo. "É claro que tem melhora, especialmente se comparado ao período anterior, mas ainda assim é um crescimento bastante moderado", acrescentou.
Setores. As principais influências positivas para o total nacional foram registradas por edição, impressão e reprodução de gravações, que teve aumento de 13,1% na produção; máquinas e equipamentos, com avanço de 2,7%; refino de petróleo e produção de álcool, com alta de 2,2%; e indústrias extrativas, com crescimento de 2,0%.
Também tiveram destaque as contribuições de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (5,6%); produtos de metal (2,8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,4%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (5,2%); e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (3,4%).
O setor automotivo não acompanhou o
avanço verificado na produção da indústria brasileira na passagem de setembro
para outubro. A atividade de veículos automotores registrou uma queda de 3,1%
no período. Com o resultado, o segmento eliminou parte do ganho de 9,2%
acumulado nos meses de agosto e setembro.
Entre os seis dos 27 ramos investigados que registraram perdas na produção em outubro ante setembro, tiveram destaque ainda a queda de 5,9% no setor de bebidas, o recuo de 2,2% de outros produtos químicos, e a redução de 0,6% no segmento de alimentos.
Entre os seis dos 27 ramos investigados que registraram perdas na produção em outubro ante setembro, tiveram destaque ainda a queda de 5,9% no setor de bebidas, o recuo de 2,2% de outros produtos químicos, e a redução de 0,6% no segmento de alimentos.
Bens
duráveis. A produção de bens de consumo duráveis
foi a única a registrar resultado negativo entre as categorias de uso em
outubro, na comparação com setembro. A queda foi de 0,6% no período.
Na comparação com outubro de 2012, a
produção de bens duráveis teve recuo de 3,2%. No acumulado do ano, os bens
duráveis ainda avançam 1,6%. Nos últimos 12 meses, o aumento também foi de
1,6%.
Bens de capital. A produção de bens de capital registrou alta de 0,6% em outubro ante setembro. Na comparação com outubro de 2012, houve um avanço de 18,8%. No acumulado do ano, a produção de bens de capital cresce 14,9%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 9,9%.
Ajuste sazonal. O IBGE revisou a produção industrial de setembro ante agosto, que passou de um avanço de 0,7% para 0,5%. A taxa de agosto ante julho também foi revisada, de 0,0% para 0,2%. Já o resultado de julho ante junho saiu de -2,4% para -2,5%.
A produção de bens de capital de agosto ante julho também teve um ajuste, passando de 2,4% para 2,3%. A taxa de julho ante junho foi revista de -4,5% para -4,6%.
Bens de capital. A produção de bens de capital registrou alta de 0,6% em outubro ante setembro. Na comparação com outubro de 2012, houve um avanço de 18,8%. No acumulado do ano, a produção de bens de capital cresce 14,9%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 9,9%.
Ajuste sazonal. O IBGE revisou a produção industrial de setembro ante agosto, que passou de um avanço de 0,7% para 0,5%. A taxa de agosto ante julho também foi revisada, de 0,0% para 0,2%. Já o resultado de julho ante junho saiu de -2,4% para -2,5%.
A produção de bens de capital de agosto ante julho também teve um ajuste, passando de 2,4% para 2,3%. A taxa de julho ante junho foi revista de -4,5% para -4,6%.