Titular da pasta de Finanças e Desenvolvimento
Econômico afirmou que alta média deve ficar entre 16% e 17% em 2014 e que cerca
de 1 milhão de residências devem manter isenção
Jornal
O Estado de S. Paulo | 01 de
outubro de 2013
SÃO PAULO - O secretário municipal de Finanças e
Desenvolvimento Econômico, Marcos de Barros Cruz, disse nesta terça-feira, 1,
em entrevista ao SP TV, da Rede Globo, que o teto do aumento do Imposto Predial
e Territorial Urbano (IPTU) na cidade de São Paulo será de 30% para residências
em 2014, como previsto na lei aprovada em 2009.
Conforme proposta orçamentária apresentada nessa
segunda à Câmara, a Prefeitura pretende aumentar o imposto em 24% no ano que
vem, elevando a arrecadação dos atuais R$ 5,5 bilhões para R$ 6,8 bilhões. O
orçamento como um todo deve crescer 20,7% em 2014, passando para R$ 50,7
bilhões.
O secretário afirmou ainda que a média de aumento
para a população em geral deve ficar entre 16% e 17%, sendo que cerca de 300
mil residências devem ter redução com os novos ajustes. A isenção, para
aproximadamente 1 milhão de pessoas, será mantida, afirmou Cruz. Segundo ele, a
proposta deve ser apresentada à Câmara nos próximos dias.
Cálculo. Os porcentuais serão calculados com base
na revisão da chamada Planta Genérica de Valores (PGV), que serve de base para
o IPTU. Corrigida pela última vez em 2009, essa tabela está desatualizada. De
acordo com a Prefeitura, o mercado imobiliário apresentou grande evolução nos
últimos quatro anos e, por isso, os valores venais apresentados no carnê do
imposto estão defasados quando comparados aos preços praticados pelo setor.
Mas a gestão Haddad afirma que não pretende
repassar o valor total. E, por isso, promete desenvolver um projeto que
contempla a redução da alíquota do tributo, que limita os aumentos nominais e
aprimora os mecanismos atuais de descontos.