por Agencia Estado
SÃO PAULO - Nesta terça-feira todos os 15 mil funcionários da ETH vão deixar o expediente de crachá novo. O motivo para a troca geral do cartão de identificação será anunciado ao mercado: a empresa de bioenergia da Odebrecht vai mudar de nome e estampar na marca as suas origens. A ETH Bioenergia dará lugar à Odebrecht Agroindustrial.
"É um alinhamento com o restante da organização. E para a gente só traz benefício", explica Luiz de Mendonça, presidente da companhia. "Isso aumenta nosso poder de atração de talentos e facilita nossa relação com investidores, com comunidades e com autoridades." A nova marca carrega as cores vermelho e branco, seguindo a identidade visual de outras 14 empresas que compõem o grupo. A Foz do Brasil e a OR - empresa de soluções ambientais e braço de imóveis do grupo - também vão passar por uma reformulação de marca.
Fundada em 2007, a ETH, agora Odebrecht Agroindustrial, tem a ambição de ser a maior empresa de bioenergia do País. A companhia é líder na produção e na exportação de energia elétrica feita por meio de biomassa. E, nessa safra, segundo Mendonça, acaba de conquistar o segundo lugar na produção de etanol, com 1,33 bilhão de litros do combustível, atrás apenas da Raízen, com 1,9 bilhão. A Copersucar, encarada de forma separada por ser formada pela reunião de várias usinas, registrou uma produção de 4 bilhões de litros.
A Odebrecht Agroindustrial tem nove unidades, totalizando capacidade para moer 40 milhões de toneladas de cana e produzir 3 bilhões de litros de etanol. Como a companhia ainda está na metade da sua capacidade, os próximos dois ou três anos ainda serão de crescimento acelerado. Só nesta safra, a empresa deverá contratar 3 mil funcionários. "Faltam mecânicos, eletricistas, borracheiros. Contratar e capacitar estão entre os maiores desafios para a nossa expansão", diz Mendonça. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.