Por Chiara Quintão
A Fibra Experts Empreendimentos Imobiliário e Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, gerido pela Caixa Econômica Federal, fecharam acordo para desenvolver empreendimento de grandes lajes corporativas de padrão triple A, na região do porto, no Rio de Janeiro. As partes não divulgam quanto cada uma terá de participação no projeto, mas, segundo fonte do mercado, o fundo terá parcela de 20% a 30% do total.
O único cotista do FII Porto Maravilha é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo o diretor de desenvolvimentos de empreendimentos corporativos da Fibra, Luiz Verbicario, a parceria foi a forma encontrada para a incorporadora obter o aumento do potencial construtivo necessário para desenvolver o projeto. É que, em troca de participação, o fundo vai oferecer à Fibra Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). "Acreditamos na valorização dos imóveis, então faz sentido fazer permuta", conta o gerente nacional de fundos para o setor imobiliário da Caixa, Vitor Hugo dos Santos.
O projeto está em fase de aprovação pela Prefeitura do Rio. Conforme Verbicario, será erguida, em terreno de 3,7 mil metros quadrados, torre com lajes entre 1,2 mil metros quadrados e 1,5 mil metros quadrados, de cerca de 25 andares e área bruta locável (ABL) de, aproximadamente, 27 mil metros quadrados. As lajes se destinam a grandes corporações nacionais e multinacionais.
Em março, a Fibra entregou seu primeiro projeto desenvolvido na zona portuária do Rio, o Porto Brasilis. O empreendimento foi vendido para a Petros, e a locação dos escritórios levada a mercado no início de abril. Segundo Verbicario, mais de 80% do total das áreas já foi negociado com grandes empresas.
A Fibra está negociando aquisição de terreno na zona portuária, para desenvolvimento de outro projeto corporativo.
Para o fundo Porto Maravilha, a parceria fechada com a Fibra foi sua terceira operação. Conforme Santos, os R$ 3,5 bilhões captados pelo fundo foram investidos no pagamento de Cepacs. Esses títulos podem ser permutados, como ocorreu com a Fibra, vendidos ou utilizados para a compra de participação acionária em Sociedades de Propósito Específico (SPEs). Existem dez operações em negociação, que vão consumir cerca de um terço dos Cepacs e devem ser fechadas no prazo de três meses.
Por enquanto, só foram realizadas operações pelo fundo por meio de permuta, em parcela correspondente a cerca de 10% do total de Cepacs, de acordo com Santos. Uma das operações foi fechada com a Tishman Speyer, e a outra com a Solace. O fundo tem prazo de 15 anos.
Fonte: Valor Econômico